Atividade 1 – Introdução ao estudo da História
1ª parte - Historiografia
01 – Escreva a história da sua vida. Mínimo de 25 linhas. Dê um título criativo.
02 – Produza 10 “fotos” coloridas e explicadas sobre fatos presentes no seu texto.
03 - Em sua história aparecem outros personagens além de você? Quem? Por quê?
03 a - Comentar sobre a frase: “o homem ser um animal social”.
04 - Se estes outros personagens que aparecem em seu texto fossem escrever a sua história, ela seria igual? Por quê?
04 a - Comentar sobre as diferentes versões da História.
05 - Qual destas histórias estaria certa? Por quê?
05 a - Comentar sobre a existência de pontos de vista e opiniões diferentes.
06 - Você escreveu sua história utilizando a memória. Mas se precisasse escrevê-la de maneira bem detalhada, que outros recursos utilizaria?
07 - Classifique estes recursos em documentos escritos, orais, visuais, e vestígios.
07 a - Comentar sobre as fontes históricas.
08 - Você escreveu seu texto em ordem cronológica? Por quê?
08 a - Comentar sobre a Cronologia e seu auxílio no estudo da História.
09 - Alguns fatos de sua vida apareceriam nas histórias pessoais de outras pessoas? Por quê?
09 a - Comentar sobre as semelhanças e diferenças entre as histórias individuais e coletivas.
10 - Para explicar os acontecimentos de sua vida você precisou localizá-los no tempo e no espaço? Por quê?
10 a - Comentar sobre a contextualização da História.
11 - Você acredita que depois de lerem a sua história, as pessoas podem te conhecer e entender melhor? Por quê?
11 a - Comentar sobre a frase: “ a História é a ciência que estuda o passado para entendermos o presente”.
2ª parte – Cronologia
- Fazer uma lista de situações em que o tempo passa rápido ou devagar para cada aluno. Por que temos a sensação de que o tempo passa rápido em determinadas situações e devagar em outras?
- Que exemplos podem indicar que o tempo passa (crescimento de plantas, fases da lua, crescimento do cabelo, etc.)?
- Quando tinham 9 anos, por exemplo, que ano era? O que estava ocorrendo em outras partes do Brasil? E do mundo?
- Produzir para cada parágrafo do texto, Calendários, dois desenhos coloridos e explicados.
Calendários
O ano, considerado o período que a Terra leva para dar uma volta completa em torno do Sol, não poderia ser dividido de forma diferente? Por que não pode ter 20 meses, por exemplo?
Os astecas, um povo que habitava o México antes da conquista do continente americano pelos europeus, possuíam dois calendários: o solar e o sagrado. O primeiro contava com 365 dias, divididos em 18 meses de 20 dias, mais 5 dias suplementares. Esses 5 dias adicionais eram chamados de nemotemi (“dias vazios”) e considerados de azar. O calendário sagrado, utilizado somente para adivinhações e previsões astrológicas, tinha 260 dias e funcionava independentemente do ano solar. O intrincado calendário asteca influenciava até o destino das crianças ao nascerem. A cada 52 anos, os calendários sagrado e solar coincidiam. Nessa data, os astecas temiam que o mundo acabasse. Assim, jogavam fora todos os seus pertences por quererem se desfazer do tempo passado. Os sacerdotes esperavam que, nesse dia, a constelação das Plêiades se movimentasse. Esse era o sinal de que o céu não estava parado e de que o mundo continuaria a existir por pelo menos mais 52 anos.
Já os maias, que habitavam o sul do México e a Guatemala, registraram por escrito as posições e órbitas de planetas e estrelas. O calendário maia funcionava com três sistemas de contagem de dias: um, de interesse civil, com um período de 365 dias; outro, religioso, de 260 dias; e um terceiro, de longo curso.
O calendário egípcio é o mais antigo de que se tem conhecimento. Surgiu por volta de 4000 a.C. Era solar, compunha-se de 12 meses com 30 dias e, no final de cada ano, adicionavam-se 5 dias. Os estudiosos do calendário egípcio afirmam que ele foi construído com base na observação das cheias do rio Nilo. Ao observarem o céu e o movimento dos astros, os egípcios constataram uma coincidência: a estrela Sírius aparecia no céu sempre que as enchentes do Nilo ocorriam. Também notaram que algumas aves voltavam à região na época em que as águas do rio recuavam ao seu leito normal, deixando as margens fertilizadas pelo húmus. Essa era a melhor época para realizar a semeadura. Por isso, os egípcios, cuja sobre vivência estava ligada ao ciclo das enchentes do Nilo, criaram um calendário no qual o ano era dividido em 3 estações de 4 meses cada: enchente, semeadura e colheita. Iniciavam a contagem dos dias até que o fenômeno da coincidência entre o início das enchentes e o aparecimento da estrela Sírius ocorresse novamente. Com o aperfeiçoamento de suas observações astronômicas, chegaram à conclusão de que o ano tinha 365,25 dias, ou seja, 365 dias mais um quarto de dia. Os egípcios utilizavam também um outro calendário, que regulava os dias festivos de acordo com a observação das fases da Lua.